Eficiência hídrica para Data Centers acaba de virar pré-requisito no Brasil

Foi sancionada essa semana a Lei Federal que cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center), aprovada pelo Congresso no início do mês. O objetivo é tornar o Brasil mais competitivo para receber infraestrutura digital, atraindo novos centros de dados para o país.

Um dos pontos de destaque do texto é a inclusão de um critério específico para o uso da água. Para acessar os incentivos, os empreendimentos deverão apresentar, anualmente, Índice de Eficiência Hídrica — Water Usage Effectiveness (WUE) igual ou inferior a 0,05 L/kWh.

O WUE relaciona o consumo de água à energia utilizada pelos equipamentos de tecnologia da informação e é um indicador reconhecido internacionalmente pela ISO/IEC 30134-9. A forma de aferição, comprovação e verificação dos requisitos previstos pelo REDATA ainda deverá ser detalhada em regulamentação específica.

Além da eficiência hídrica, o regime estabelece compromissos relacionados a sustentabilidade, uso de energia renovável ou de baixa emissão e divulgação de indicadores em relatórios periódicos.

Com a expansão da infraestrutura de inteligência artificial, cloud computing e processamento de dados no país, a nova regra coloca a gestão da água entre os elementos que deverão ser considerados no planejamento e na operação de data centers.

Para o setor, isso amplia a importância de conhecer com precisão as fontes de abastecimento, os volumes consumidos, as possibilidades de reúso e a rastreabilidade da água ao longo dos processos.

Seguimos acompanhando os próximos passos da regulamentação e seus impactos sobre a gestão hídrica aplicada à infraestrutura digital.

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