Central Asia Water Conference 2025 consolida uma agenda orientada por dados para a governança da água e a cooperação na Ásia Central

Astana (Universidade Nazarbayev), 2025 — A Central Asia Water Conference 2025 reuniu governo, academia, indústria e investidores em torno de um pilar comum: dados confiáveis como ativo estratégico para transformar intenções regulatórias em execução prática e acelerar decisões de alto impacto.

Na abertura técnica, o Dr. Nilson Guiguer apresentou a jornada “Avaliar → Integrar → Analisar → Decidir”, demonstrando como bases de dados auditáveis e padronizadas elevam a eficiência operacional e a confiança regulatória – da escala nacional ao nível da mina. Casos nacionais e internacionais, como SIAGAS, NWRIMS e SIMPA/ES, ilustraram ganhos mensuráveis e a importância de um ecossistema de dados que conecta campo, laboratório e governança.

No âmbito das políticas públicas, Serikzhan Beketayev detalhou os princípios do novo Código de Águas do Cazaquistão — água como parte do meio ambiente, proteção dos recursos, gestão integrada de águas superficiais e subterrâneas, e tecnologias de uso eficiente/adaptação climática — orientando o planejamento de longo prazo. Em paralelo, Alua Baizhomartova, chefe da Seção de Energia e Meio Ambiente do PNUD Cazaquistão, trouxe uma perspectiva de governança: como dados abertos podem acelerar decisões auditáveis e a colaboração entre governo, indústria e academia — conectando a agenda regulatória à infraestrutura digital emergente da região. Complementando essa visão estratégica, Dair Ibrayev destacou o atual subaproveitamento das águas subterrâneas (aproximadamente 10%) e a necessidade de ciência e capacitação especializada para garantir a segurança hídrica.

Na sequência, Nurlan Abayev apresentou avanços no Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, integrando módulos de uso da água, cartografia e monitoramento por satélite, além do gêmeo digital Ile–Balkash, aproximando dados públicos da tomada de decisão e da gestão transfronteiriça.

Na dimensão ESG e institucional, Yerbulan Belgibekov defendeu a integração da gestão da água com indicadores e ciclos PDCA, garantindo transparência e auditabilidade. Em paralelo, Anvar Gapparov abordou o fortalecimento do monitoramento nacional de águas subterrâneas por meio da integração de bases de dados e modernização institucional, enquanto Mansur Tashpulatov apresentou o aplicativo Waterbase, que padroniza o envio de dados do campo para as operações, reduzindo prazos e erros.

Entre as contribuições técnicas, Rafael Cavalcanti de Albuquerque mostrou como “prever para prevenir” na drenagem de minas, combinando caracterização do local, testes estáticos/cinéticos e modelagem hidrogeoquímica (PHREEQC) para orientar monitoramento e tratamento com melhor relação custo-benefício.

Encerrando a trilha operacional, Mauro Prado posicionou o Balanço Hídrico como base para resiliência, conformidade e metas ESG — centralizando dados, atualizando dashboards e executando simulações hipotéticas para priorizar recirculação, reúso e redução de riscos.

Em síntese, a conferência consolidou uma agenda compartilhada de padrões de dados, transparência e colaboração para acelerar governança, previsibilidade e investimento responsável em água — do desenho da política à execução prática.

Para explorar cada seção em detalhes, baixe as apresentações do evento e conheça os avanços mais recentes em gestão hídrica, monitoramento de dados e restrições ambientais.

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